sábado, 9 de fevereiro de 2013


A Vida e as Obras
Aurélio Agostinho destaca-se entre os Padres como Tomás de Aquino se destaca entre os Escolásticos. E como Tomás de Aquino se inspira na filosofia de Aristóteles, e será o maior vulto da filosofia metafísica cristã, Agostinho inspira-se em Platão, ou melhor, no neoplatonismo. Agostinho, pela profundidade do seu sentir e pelo seu gênio compreensivo, fundiu em si mesmo o caráter especulativo da patrística grega com o caráter prático da patrística latina, ainda que os problemas que fundamentalmente o preocupam sejam sempre os problemas práticos e morais: o mal, a liberdade, a graça, a predestinação.Aurélio Agostinho nasceu em Tagasta, cidade da Numídia, de uma família burguesa, a 13 de novembro do ano 354. Seu pai, Patrício, era pagão, recebido o batismo pouco antes de morrer; sua mãe, Mônica, pelo contrário, era uma cristã fervorosa, e exercia sobre o filho uma notável influência religiosa. Indo para Cartago, a fim de aperfeiçoar seus estudos, começados na pátria, desviou-se moralmente. Caiu em uma profunda sensualidade, que, segundo ele, é uma das maiores conseqüências do pecado original; dominou-o longamente, moral e intelectualmente, fazendo com que aderisse ao maniqueísmo, que atribuía realidade substancial tanto ao bem como ao mal, julgando achar neste dualismo maniqueu a solução do problema do mal e, por conseqüência, uma justificação da sua vida. Tendo terminado os estudos, abriu uma escola em Cartago, donde partiu para Roma e, em seguida, para Milão. Afastou-se definitivamente do ensino em 386, aos trinta e dois anos, por razões de saúde e, mais ainda, por razões de ordem espiritual. Entrementes - depois de maduro exame crítico - abandonara o maniqueísmo, abraçando a filosofia neoplatônica que lhe ensinou a espiritualidade de Deus e a negatividade do mal. Destarte chegara a uma concepção cristã da vida - no começo do ano 386. Entretanto a conversão moral demorou ainda, por razões de luxúria. Finalmente, como por uma fulguração do céu, sobreveio a conversão moral e absoluta, no mês de setembro do ano 386. Agostinho renuncia inteiramente ao mundo, à carreira, ao matrimônio; retira-se, durante alguns meses, para a solidão e o recolhimento, em companhia da mãe, do filho e dalguns discípulos, perto de Milão. Aí escreveu seus diálogos filosóficos, e, na Páscoa do ano 387, juntamente com o filho Adeodato e o amigo Alípio, recebeu o batismo em Milão das mãos de Santo Ambrósio, cuja doutrina e eloqüência muito contribuíram para a sua conversão. Tinha trinta e três anos de idade.

3 comentários:

  1. Joselia parabéns pelo seu blog. A figura de Santo Agostinho sempre se mostrou obscura devido ao fato de uma vida turbulenta antes de sua conversão ao cristianismo.
    Muito interessante seu tema, e você está sendo muito feliz em trata-lo ainda mais nos dias atuais aonde o homem sempre se interroga a respeito da felicidade.
    Espero no decorrer deste ano, eu possa aprende mais a respeito desse grande Santo e filósofo, e que posteriormente eu posso promover uma intertextualidade com o meu tema também.
    abraços Eduardo Felipe Hennerich

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  2. Santo Agostinho é excelente, estudei um pouco sobre um dos temas que ele aborda, O tempo, sensacional, quando li as confissões, muitos acham os primeiros capitulos "um saco" mas eu sinceramente me identifiquei muito com sua biografia, como diz o Rogério, agente procura agente no outro... e em alguns pontos me identifico muito com as mesmas dificuldades que Agostinho teve em sua conversão.

    Legal saber que esta trabalhando com ele.

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  3. Jo seu blog ficou muito bom,
    seu tema me parece muito legal e espero que poste mais coisas sobre a felicidade em santo agostinho, o vídeo que você postou também é muito interessante.
    Parabéns!!!

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