A busca do homem pela felicidade não é algo atual, vem
desde que ele se separou de Deus pelo pecado e com isso essa busca se tornou
permanente, já que durante a vida na Terra os seres humanos carregam o pecado.
O responsável pelo pecado é o livre-arbítrio da vontade humana, já que há
liberdade para se escolher entre o Bem e o Mal. O chamado decisivo que Santo
Agostinho teve para conversão ocorreu nos jardins de sua casa, num dia qualquer
de agosto de 386 da era cristã, onde ele se questionava sobre o sentido da
vida. Escutou uma criança cantar como se fosse um refrão “Toma e lê, toma e
lê”. Santo Agostinho se levantou de onde estava e encontrou em sua mesa um
livro que abriu e leu: “Não caminheis em glutonarias e embriagues, não nos
prazeres impuros do leito e em leviandades, não em contendas e emulações, mas revesti-vos de
Nosso Senhor Jesus Cristo, e não cuideis da carne com demasiados desejos”.
Antes da sua conversão, Santo Agostinho se interessava pelas coisas mundanas,
as seduções que o mundo e as criaturas trazem abundantemente, além da
filosofia, que o acompanhou durante quase toda vida. Ele seguiu a filosofia
maniqueísta, a academia platônica até conhecer os discípulos de Plotino (205-
270), também adeptos ao platonismo, mas na sua versão mística. Sua juventude
foi marcada pelas más escolhas que o levaram por caminhos viciosos e a
satisfação de prazeres, buscando sempre ser agradável aos olhos dos homens.
A partir do momento em que Santo Agostinho se sente
tocado por Deus a buscar sua conversão
ele renuncia ao pecado, e em “Confissões” ele conta um pouco dos passos que
percorreu antes e durante sua conversão, ele fala sobre a felicidade da
aproximação com Deus e sobre a luta contra os desejos da carne.
Gostei de saber mais sobre Santo Agostinho, fiquei curiosa e fui ler mais a seu respeito.
ResponderExcluirÉ incrível parar e pensar que o ser humano, desde épocas imemoráveis, vem buscando um sentido para sua vida, vem tentando entender qual o significado de sua existência nesse universo tão cheio de ameaças, intrigas, leis físicas, biológicas e que acabam mostrando que o ser humano nada mais é que a partícula da partícula atômica se comparado a "infinitude" e grandeza do universo. Buscamos dinheiro? ou como Aquiles buscamos deixar nossos nomes gravados na história? ou quem sabe buscamos passar esse piscar de olhos que é a existência, tentando encontrar algo que é foi denominado de felicidade? Acredito eu que quem estuda a "felicidade", não pode passar despercebido por esse grande homem conhecido como Agostinho, mais do que palavras, ele mostrou em prática o sentido da felicidade. Pois abandonando um estilo de vida decadente, ele se entregou ao "absurdo", e aparentemente, conseguiu fazer o seu coração velho e cansado, se transformar em uma coisa mais reluzente que o ouro. É valido seu argumento Agostinho, afinal, é ainda algo que podemos realizar nos nossos dias, mudar nosso modo-de-ser para podermos continuar buscando um sentido nas nossas vidas. Um grande abraço, e desculpe a viagem.
ResponderExcluirperdeu seu tempo em comentar, o blog inteiro é uma farsa
ExcluirParabéns pelo blog! A Felicidade é um tema muito importante a ser trabalhado na filosofia! Lendo o comentário do meu querido amigo Willian, lembrei da Felicidade em Boécio... A felicidade não depende de honras, prazeres, poder e nem da gloria, isso nada mais é do que a expressão dos bens presentes na Felicidade.
ResponderExcluirPlagio, nada amais a dizer...
ExcluirCara, Josélia
ResponderExcluirCertamente este é um dos pensadores mais importantes para a história da filosofia, tanto pelo rigor em tratar conceitos importantes já formulados pelos antigos, quanto por colocar novas formas de pensamento. Com efeito, especificamente o tema de seu trabalho, não cultivo dúvidas que é um dos temas mais discutidos ao longo da história da filosofia, por diversos filósofos. Entretanto, discordo da concepção agostiniana de felicidade, isto é, apesar de ser típico de um pensamento religioso buscar a felicidade em um ser imaginário. Com efeito, analisando por uma perspectiva schopenhauriana, o que se denomina de felicidade, nada mais é do que a satisfação de um desejo, de um vazio, que cada indivíduo possui, independente do objeto de desejo. Por conseguindo, percebo que o período medieval foi radicalmente marcado por uma tentativa de encontrar um elo, uma ligação, com um ser imaginário. Dessa maneira, não poderia ser diferente que estes padres conceberiam a felicidade como busca a Deus.
Parabéns pelo blog, e uma excelente continuidade no seu trabalho.
Isso aí um plagio, na verdade, o blog inteiro é.
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